A AMIZADE, O COMPANHEIRO DE TRABALHO, A VIDA.
Às
vezes, passamos nossa vida em brancas nuvens, em longínquos rincões e
ninguém sabe de nosso passado, nossa vida dura, nossa vida fácil, nossa
família, nossas amizades, profissão, enfim, em um novo lugar, somos mais
um no meio da multidão, só nos resta a memória. Nesse caso, não sei se a
sua memória se lembra de mim, más a minha viaja muitos quilômetros, em
fração de segundos, buscando os bons momentos de conversa, de discussão e, até mesmo de gargalhadas "frouxas", diante das dificuldades na solução de "bobagens", que a nós eram apresentadas por um munícipe ou atleta, quer nas ruas, no gabinete ou na secretaria de esportes, onde ele foi titular.

Dinheiro
nenhum no mundo pode retribuir hoje o seu estado de saúde, nada mais há
o que se fazer, apenas "paliativos" para prolongar seus dias. Somente
quem o conhece e o conheceu pessoalmente, pode estar sentindo no fundo
d'alma a sua dor e, o que ele pensa. Quem tinha uma vida como a dele,
não aceita estar nessa condição. Sua esposa, a grande e bela mulher Irani, sempre acompanhando-o,
constantemente ao seu lado, ajudando-o, amparando-o nos momentos mais
difíceis, além de mulher, muito companheira e cúmplice, mesmo em suas
lutas, ainda mais nessa, que é a luta mais importante de sua vida, a
luta para sobreviver. Quantos amigos vão visitá-lo?. Toninho da Pamonha,
Armando da Farmácia, Donizete, Zezinho, Guigo, Roberto Letrista, José
Lopes, Elias Rossi, dentre tantos outros, enfim, todos aqueles que
estavam sempre juntos e atuavam no cenário do gabinete do Benedito Bonfim Pereira (Bill),
já em outro plano, um dos melhores e mais inteligentes prefeitos que já
vi e com quem trabalhei em seu gabinete. Tive orgulho de ter essas pessoas em minha vida profissional e como amigos.
Me perguntarão os leitores; qual a razão de eu escrever esse artigo, esse relato?
Respondo: O faço, em razão do dia de ontem (finados),
não podemos homenagear e reconhecer às qualidades e, até mesmo os
defeitos das pessoas, somente quando elas não mais estiverem entre nós. O
faço, em reconhecimento ao amigo, ao colega de trabalho, ao homem, ao
profissional que tantas e tantas glórias ofereceu à nação brasileira.
Ele, Maguila, com toda a sua singeleza, sua humildade e, até mesmo, em seus momentos de "ignorância", nos dava à alegria de te-lo junto à nós.
Ainda, se Deus me permitir, ano que vem, irei ter com ele, irei vê-lo e, quem sabe, ele até leia essas minhas escritas, antes de eu realizar essa viagem física.
(Na foto acima, Maguila, Pedro Francisco, Irani, sua esposa e Maria Aparecida,
à época secretaria de educação municipal)
Amigo é coisa para se guardar no peito!
Texto:
Pedro Francisco
Pedro Francisco
Jornalista
1.297-RO/BR