O MANDATO DE MICHEL TEMER ESTÁ POR UM
"FIO"


O ex presidente da Câmara
Federal, Eduardo Cunha, está às portas de fechar o acordo de sua delação
premiada com Sérgio Moro e realizar a entrega de muitas provas que se encontram em seu poder,
contra diversos de seus ex companheiros de "falcatruas", dando tudo de
"mão beijada" ao todo poderoso Juiz Federal Sérgio Moro que, aliás,
está sendo cotado como um dos homens mais influentes do planeta.
Se com a troca de governo
definitiva no final do mês de Agosto, melhorou por um lado, com a
"bênção" do Congresso Nacional que permitiu ao presidente dar o ponta
pé inicial nas mudanças na economia e a contenção dos gastos públicos, que já
passou na câmara, más ainda depende do "aceite" do senado, fato que
poderá ocorrer no próximo mês. Temer não teve a competência para encerrar a
instabilidade política, pois a incerteza quanto aos próximos passos da Operação
Lava Jato, comandada por Moro, continua a tirar o sono de muitos que ocupam a presidência,
cargos elevados e prestadores de serviço a União, além do que, ainda tem a
"pendenga" de uma ação impetrada pelo Partido da Social Democracia
Brasileira (PSDB 45), que tramita no TSE - Tribunal Superior Eleitoral, que
pleiteia a cassação do registro da chapa Dilma/Temer, alegando diversas irregularidades
na campanha da última eleição, onde o perigo é iminente de ocorrer, tendo em
vista a proximidade das eleições gerais de dois mil e dezoito (2018).
Diante dessa possibilidade, tem
aumentado substancialmente nas derradeiras semanas especulações sobre a
possível "SOLUÇÃO DE CONTINUIDADE". Nem precisa ser cientista
político para saber da "sede" de poder dos políticos que almejam
acabar com o pesadelo dos que se encontram envolvidos na Operação Lava Jato, para ficarem livres do "xilindró".
Pode até acontecer de Temer não cair via TSE em razão de entendimentos
jurídicos se a
chapa for cassada ainda neste ano, teria que ser convocada uma nova eleição
direta. Já se for derrubada a partir de janeiro próximo, o Congresso escolheria o
próximo presidente. Em ambos os casos, o novo presidente governará somente até dois mil e dezoito
(2018). O que poderia evitar a eventual cassação da chapa é justamente essa
informalidade das relações entre a Justiça Eleitoral com os políticos. Porque em boa medida o que vai sempre prevalecer é o elevado custo político de uma eventual nova mudança presidencial em meio a um cenário de crise social, econômica e política, o que geraria uma enorme incerteza em relação a quem assumir a presidência da república.
Pedro Francisco
Jornalista
1.297-RO/BR.